O mundo de JP

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Somos o futuro do Jornalismo mixto.

Tuesday, September 19, 2006

Cigarro mata, cachaça não?

Hum...
É de se refletir a respeito, não?
Vamos levantar aqui algumas questões. Não vou sugerir nada, para não parecer tendencioso de minha parte.
Há uns 2 anos houve um consenso no Conselho de Propaganda sobre o teor das vinhetas e propagandas de cerveja. Estava decretado o fim da associação de cerveja com mulheres. O fim de mulheres semi-nuas bebendo a loira gelada... (trocadilho sugestivo para fetichistas de plantão). Qual o objetivo? "Moralizar a imagem da cerveja", "Evitar criar curiosidade no público menor de idade"... que lindo!
Pouco mais de 1 ano depois, a BOA, a mulher inventada pelo iventor da Skoll. E aí?
Pois bem...
A propaganda da cerveja vai ao ar praticamente durante o dia inteiro e sem restrições. Propaganda de cigarro só vai ao ar se houver uma parcela de seu tempo separada para avisos acerca dos males causados pelo fumo. Claro, o cigarro mata!!! Causa Câncer, vicia, faz cair os dentes, faz o pingolim ficar mais desligado que Ronaldinho em copa do mundo. DEVE-SE COMBATER O FUMO!
Legal. Tudo pela saúde da sociedade.
O Álcool não vicia? Não mata?
Será que todas as mortes no transito, causadas por motoristas bêbados aconteceriam sem o combustível no sangue? Será os bêbados que, no transito, matam terceiros que não têm nada a ver com a "balada" do assassino, nunca foram indusidos por propagandas?
E os que batem nos filhos até aleijar e matar?
Engraçado... Nunca vi numa garrafa de cerveja, cachaça, gim, rum, conhaque, qualquer frase do tipo: "O Ministério da Saúde Adverte: A bebida pode causar dependencia física e emocional; ou a bebida pode tornar o indivíduo violento e inconseqüente; ou a bebida pode destruir o figado, a bebida pode gerar diabetes....." Outra coisa que eu nunca vi... Propaganda do governo, denegrindo a imagem de quem bebe e da bebida...


Alguém pode se pronunciar a respeito?

Monday, September 18, 2006

Antes era de brincadeira... hoje é brincadeira, heim??

Nossa senhora... hoje, quando estava me forçando a criar algum texto pra estrear meu blog, eu estava lendo um artigo em um jornal local que me deu um estalo!
"Tanto fizeram que conseguiram"
O descrédito e o preconceito sobre a política deste país chegou ao ponto de uma eleição para presidente, em ano de copa do mundo, não chegar a inspirar as pessoas a levantarem a bandeira de um ou outro candidato, nem ao menos debater sobre o assunto com um vizinho.
O povo, a essa altura, pensa: "ah... e eu lá vou gastar saliva pra fazer propaganda pra bandido?".
É tanta safadeza, tanta decepção tanta sujeira que o povo perdeu o resto da esperança que ainda restava depois de 17 anos de eleições diretas.
Quem não se lembra daquelas carreatas enormes, repletas de gente cheia de alegria pensando: "Esse cara vai mudar a nossa vida. Ele vai salvar este país". Um monte de gente gritando: "Vote Afif 22!!"; "Lá lá lá lá lá lá Brizoooolaaaaa"; "Bote fé no Velhinho"; "Afonso Camargo, é PTB"; "É o 23, com Silvio Santos chegou a nossa vez"... opa... ele foi impugnado, assim como o Marronzinho... Tinha gente dando tiro pra tudo quanto é lado, mas, de um jeito ou de outro, acreditava que havia uma mudança por vir e que esse ou aquele era o cara! Eu tinha 9 anos. Colecionava adesivos de candidatos. E mesmo pequeno, sentia a vibração. Hoje, muitos anos e muitas pancadas na cabeça depois, vejo e sinto no ar, um desgosto na galera... "que merda... lá vou eu, ter que votar de novo".
Aí os intelectuais de plantão, políticos e jornalistas vem com aquela conversa mole de: É nossa culpa, nós não sabemos votar!!
Oras, quem não sabe votar é a mãe deles! Culpa nossa é o baralho, cacete! Culpa nossa seria se pudéssemos ir lá, cobrir essa galera de porrada e limpar o congresso com as próprias mãos e, mesmo assim, não o fizéssemos. Aí sim poderiam abrir a boca pra culpar ou não a nós, cidadãos.
Por isso eu digo... há duas utopias que seriam ideais para esse Brasil, dadas as circunstâncias...
Estado totalitário, tirano e justo ou ANARQUIA.
Quem diria...
qdo eu era pequeno, era tudo uma brincadeira pra mim... adesivos, santinho, cartazes, coleções...
Hoje eu cresci... leio as revistas e jornais e penso... "É brincadeira um negócio desses..."